sexta-feira, 18 de setembro de 2009
My Name is Rocha. Glauber Rocha.
Siga a cena recorrente do James Bond surgindo no horizonte no trailer
do filme Quantum of Solace abaixo:
E compare com a cena final de Terra em Transe do Glauber Rocha com
o Jardel Filho "imitando" o Daniel Craig:
do filme Quantum of Solace abaixo:
E compare com a cena final de Terra em Transe do Glauber Rocha com
o Jardel Filho "imitando" o Daniel Craig:
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Com a Mão na Massa
Eu tenho duas namoradas e uma é mais que a outra, mas, como convém, nenhuma das duas sabe disso. Uma acha que manda em mim. A outra, só gosta. Eu gosto de hamburguer, de suco de uva, sacolé, bala de minhoquinha, polenta e sevenboys com goiabada. Adoro que estouem bolhas do alto cada uma delas parecida com um monstro diferente. A Lola é meu horizonte e o Charlie não existe. Queria sentar no banco da frente do carro e xingar junto com meu pai os marcha-lentas com um sai da frente, boca aberta. Aprendi que os chinelos perdidos vão parar lá no cu do mundo. Minhas vovós fazem tudo o que eu quero, inclusive o que eu não quero, o que é bom, pois
daí descubro o que posso pedir. Minha babá me obedece mais que meu cachorro, mas bater
eu só bato na Duda, tadinha, que late e uiva quando eu fico doente.
Gosto de pular, de correr de um lado para outro sem nenhum motivo, de pegar a bola com os pés
na pracinha e avançar como um atacantezinho doido em direção ao gol adversário, sem fazer gols,
só pelo prazer de correr e chutar. Então, eu tenho três anos e quando eu tinha três anos eu era assim. Ou era assim que meu pai achava que eu era. Mas já cansei de falar, afinal, meu pai já tomou mais de um copo de vodca e daqui a pouco não sabe mais se é ele ou eu escrevendo. Tomara que seja eu. Ou ele. Espero que seja sempre assim. Ainda mais agora que eu meto a mão na massa e moldo minha própria vida. Meu pai, minha mãe, meus amigos, espectadores desse delírio do meu pai, não sabem de nada. Quando eu tinha três anos eu era feliz. Todo mundo deveria ser. A vodca acabou, pai. Vai dormir.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Notas do Diário de um Escritor Mal Sucedido
Domingo, 24 de julho de 1951
O romance terminado e entregue aos editores há dois meses. Os editores? Nem aí. Nunca entregue um trabalho que não esteja completamente terminado. Mesmo que isso resulte um grande atraso em sua publicação.
Parece que nunca vou conseguir me livrar das dívidas. Mais um filho em setembro. Fico sonhando com tempo livre para escrever. É difícil, pois tenho de fazer serão para ganhar o suficiente para o sustento da família. Tenho de fazê-lo. Só isso. Estou saturado com meu emprego. Quando chega a tarde de domingo é preciso dedicá-la à família. É importante. Com isso só me resta parte da manhã e a noite de domingo e talvez algumas noites da semana que não tenha muito trabalho a ser feito (no emprego).
Li os diários de Kafka e fiquei desapontado. Na minha opinião contestam todas as explicações críticas de seu trabalho.
Revendo as minhas anotações para os contos que pretendia escrever. Alguns deles se tornaram moles e murchos com o tempo. Como se fossem frutas podres. Eu amadureci.
Mario Puzo
(sem comentários)
O romance terminado e entregue aos editores há dois meses. Os editores? Nem aí. Nunca entregue um trabalho que não esteja completamente terminado. Mesmo que isso resulte um grande atraso em sua publicação.
Parece que nunca vou conseguir me livrar das dívidas. Mais um filho em setembro. Fico sonhando com tempo livre para escrever. É difícil, pois tenho de fazer serão para ganhar o suficiente para o sustento da família. Tenho de fazê-lo. Só isso. Estou saturado com meu emprego. Quando chega a tarde de domingo é preciso dedicá-la à família. É importante. Com isso só me resta parte da manhã e a noite de domingo e talvez algumas noites da semana que não tenha muito trabalho a ser feito (no emprego).
Li os diários de Kafka e fiquei desapontado. Na minha opinião contestam todas as explicações críticas de seu trabalho.
Revendo as minhas anotações para os contos que pretendia escrever. Alguns deles se tornaram moles e murchos com o tempo. Como se fossem frutas podres. Eu amadureci.
Mario Puzo
(sem comentários)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
O tamanho do nosso provincianismo
Enquanto em Porto Alegre cantamos aos 4 ventos nossos cinemas, nosso teatro,
nossos parques, nossas alternativas de lazer em uma Buenos Aires aconchegante,
lá de fora recebemos pauladas como essa:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u578615.shtml
09/06/2009 - 09h08
nossos parques, nossas alternativas de lazer em uma Buenos Aires aconchegante,
lá de fora recebemos pauladas como essa:
http://www1.folha.uol.com.br/
09/06/2009 - 09h08
Falta de lazer aumenta audiência das novelas no interior, diz coluna
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da Folha Online
As novelas da Globo têm registrado altos índices de audiências nas capitais fora do eixo Rio-São Paulo, informa a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha desta terça-feira (10).
De acordo com informações da coluna, em Porto Alegre, por exemplo, "Caminho das Índias" já alcançou média de 51 pontos, 11 a mais do que a média nacional.
O colunista informa que, além da falta de lazer nos centros mais afastados, a Globo ainda credita o aumento da audiência à fragilidade da concorrência nestas cidades.
O fato de, no horário de algumas novelas, as concorrentes exibirem telejornais voltados para o público de São Paulo também favorece a programação da Globo.
Bem feito pra nós!!!
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